David Barbalho – E as novas? https://easnovas.com.br Relatos e experiências de um pesquisador das Ciências Sociais Mon, 11 May 2026 13:53:28 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 O que rolou no I Encontro Nacional de Ensino e Pesquisa do Campo de Públicas (I ENEPCP) o/ https://easnovas.com.br/2015/12/08/o-que-rolou-no-i-enepcp/ https://easnovas.com.br/2015/12/08/o-que-rolou-no-i-enepcp/#respond Tue, 08 Dec 2015 00:00:00 +0000 https://easnovas.com.br/2015/12/08/o-que-rolou-no-i-enepcp/

Hello gente!

Há quanto tempo, né? hahaha.

Como sempre, a rotina pesada e a falta de inspiração vêm prejudicando a periodicidade das postagens por aqui. Mas sinto que se aproxima uma nova fase de produção, e vamos fazendo o/

Bom, hoje vim aqui falar um pouco sobre uma das experiências mais marcantes da curta trajetória acadêmica dentro do Campo de Públicas, o I ENEPCP.

Entre os dias 30 de novembro e 03 de dezembro desse ano, foi realizado em Brasília o I Encontro Nacional de Ensino e Pesquisa do Campo de Públicas (I ENEPCP). O evento é uma realização da Associação Nacional de Ensino e Pesquisa do Campo de Públicas (ANEPCP) e contou com professores, pesquisadores, alunos da graduação e da pós-graduação de cursos que compõem o Campo de Públicas no país. A edição teve como tema “Democracia e República: desafios governamentais e da esfera pública no séc. XXI”. Tenho a impressão que a sua realização consta como um marco histórico no Campo de Públicas!

De modo mais particular, vejo com grande entusiasmo a oportunidade de participação do I ENEPCP. O alto nível das discussões e os grandes nomes do Campo de Públicas ali presentes serviram como gás no desenvolvimento dos estudos na área. Tive a oportunidade de estar lado a lado com grandes referências do Campo (inclusive uma galera que referenciei no TCC hahaha)! Ainda não havia participado de um evento nacional da área, e devo dizer que fiquei surpreso com o alto nível de organização e de engajamento coletivo na construção de um campo de públicas mais sólido e de atuação mais efetiva.

Ainda tive a oportunidade de apresentar dois trabalhos no evento. O primeiro deles, “Avaliação de aprendizagem organizacional na implementação do Projeto Mais Médicos para o Brasil no estado do Rio Grande do Norte”, foi escrito junto com os friends Erysson Faustino, Paola Katherine, Andreza Souza e Larissa Dantas, a partir de um trabalho realizado na disciplina de Ateliê de Gestão de Políticas Públicas VI, aqui em Gestão de Políticas Públicas da UFRN. Esse trabalho compôs a Sessão Temática “Análise de Políticas Públicas”. O outro trabalho apresentado possui como título “O caráter participativo na elaboração de diagnósticos municipais de cultura” e é oriundo dos apontamentos na realização de um diagnóstico municipal participativo na área de cultura, na disciplina de Ateliê de Gestão de Políticas Públicas IV, escrito junto com Erysson Faustino, Paola Katherine, Andreza Souza e Rylanneive Pontes. Esse trabalho foi apresentado na Sessão “Gestão Social e políticas públicas”.

Os apontamentos e discussões realizados nas sessões estão orientando alguns ajustes nos artigos para a publicação nos anais dos eventos. Assim que estiverem disponíveis, postarei aqui. O legal é que os trabalhos apresentados por ocasião das atividades dos Ateliês de Gestão de Políticas Públicas pôde exemplificar de modo prático uma das grandes particularidades do Curso de Gestão de Políticas Públicas da UFRN – a realização dos ateliês.

A programação contemplou uma grande gama de temas. Além das mesas redondas e sessões plenárias, o evento contou com um denso volume de apresentações de trabalhos na modalidade comunicação oral, categorizadas nas seguintes Sessões Temáticas: Ensino e extensão no Campo de Públicas; Estado, mercado e sociedade; Análise de políticas públicas; Planejamento, finanças públicas e orçamento; Governo eletrônico e redes digitais para participação política no Estado Contemporâneo; Gestão social e políticas públicas; Estado e democracia: representação, participação e controle social na gestão pública; Federalismo e relações intergovernamentais; Concepções teórico-metodológicas e modelos de administração e gestão pública; Esferas públicas não governamentais e Sessões Livres.

Tentei registrar alguns desses momentos:

Apresentação cultural de abertura do I ENEPCPConferência de abertura com Prof. Dr. Bresser Pereira

A conferência de abertura do evento foi ministrada por Bresser Pereira, tendo como tema “A crise do Ciclo Democracia e Justiça Social”. A sua exposição em muito colaborou na compreensão de alguns elementos que constituem a atual crise vivida no país. Muito interessante!

Mesa redonda Experiências inovadoras em Ensino, Pesquisa e Extensão no Campo de Públicas

Essa sessão foi marcada pela exposição de experiências de Ensino em Cursos inseridos no Campo de Públicas em universidades diversas. Cabe destacar a exposição da experiência da disciplina de Ateliê de Gestão de Políticas Públicas no curso de Gestão de Políticas Públicas (UFRN), realizada pela Profa. Dra. Sandra Cristina Gomes, atual coordenadora do curso.

Mesa redonda PDRAE 20 anos

Ao meu ver, uma das sessões mais polêmicas do Encontro. Despertou reflexão para a necessidade de pensarmos (enquanto Campo de Públicas) em um novo modelo administrativo estatal. Estaria o modelo gerencialista ultrapassado?

Apresentação de trabalho na Sessão Temática Análise de Políticas Públicas

Pois bem! Quanto mais imergimos na nossa área de atuação, com mais força percebemos a ampla gama de atuação e os grandes desafios a serem enfrentados dentro do Campo de Públicas e pelo Campo de Públicas. Penso que essa inquietude fica como uma das maiores contribuições desses momentos.

Até a próxima o/

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E as novas? Café com Lattes! https://easnovas.com.br/2015/07/04/e-as-novas-cafe-com-lattes/ https://easnovas.com.br/2015/07/04/e-as-novas-cafe-com-lattes/#respond Sat, 04 Jul 2015 04:16:36 +0000 https://easnovas.com.br/2015/07/04/e-as-novas-cafe-com-lattes/ Olá!

Durante uma parte do ano passado, e bem pouco de 2015, desenvolvi o blog E as Novas?.

A ideia inicial era compartilhar algumas impressões acerca de alguns textos, filmes e livros — dentro e fora do ambiente acadêmico.

No fim das contas, acabou que a maior parte das postagens eram voltadas para aspectos da academia, dentro do curso de Gestão de Políticas Públicas, envolvendo inclusive um pouco da elaboração da monografia — ainda falarei mais sobre isso por aqui.

Por fim, percebi que a temática predominantemente trabalhada no E as novas? não estava muito alinhada à proposta e ao próprio nome do blog, uma vez que a ideia era trabalhar algumas coisinhas mais abrangentes. Surge então a ideia de criar um outro espaço voltado essencialmente para a vivência acadêmica. Assim, pretendo trabalhar no Café com Lattes algumas temáticas que venho desenvolvendo enquanto objetos de estudos, através de dicas, considerações e compartilhamento de leituras diversas — assim espero! rsrs.

Em um primeiro momento, irei trazer para esse espaço todos os posts do E as Novas? mais alinhados a essa temática. Então, passarei a produzir mais conteúdo, alinhando aos eixos temáticos de estudo.

E quanto ao título, não há muito a falar, além da paixão pelo café (rsrs) e pelo ambiente de produção e construção do conhecimento dentro da academia.

Sejam todos bem vindos e bem vindas! Vamos tomar um café?

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Como organizar e recuperar as referências bibliográficas digitais? https://easnovas.com.br/2015/04/29/como-organizar-e-recuperar-as-referencias-bibliograficas-digitais/ https://easnovas.com.br/2015/04/29/como-organizar-e-recuperar-as-referencias-bibliograficas-digitais/#respond Wed, 29 Apr 2015 00:00:00 +0000 https://easnovas.com.br/2015/04/29/como-organizar-e-recuperar-as-referencias-bibliograficas-digitais/

Hello! Como estão as coisas?

No desenvolvimento de um trabalho, acabei me deparando com um problema de cunho mais logístico e operacional na produção acadêmica rsrs. Vou explicar.

Estive desenvolvendo um trabalho de uma temática que já havia trabalhado anteriormente e, na hora de pôr de pé um referencial de cunho mais teórico, simplesmente não consegui localizar os arquivos e referências que tinha utilizado no último trabalho do gênero. :/ Percebi então que não venho organizando de forma satisfatória os arquivos de referência para a construção dos trabalhos acadêmicos, e que no fim das contas, isso gera uma grande perda de tempo na realização de novas buscas, etc.

Pois bem. Como reorganizar?

Diferente do que vinha fazendo, pensei em armazenar todos os arquivos em uma única pasta. Costumava criar uma pasta para cada novo projeto de produção e armazenar em cada uma delas os arquivos usados nas referências. Acho inclusive que muitos deles se perderam nas pastas de downloads mais antigas rsrs. Ok. Mas só isso não daria um grande STOP na bagunça, uma vez que os temas são dos mais variados.

Pensei então em uniformizar uma estrutura de nomeação dos arquivos, e criar um mecanismo em que pudesse recuperá-los pela temática de cada um. Assim, adotei a seguinte estrutura para renomeação dos artigos: “SOBRENOME, 2000. Título”. No caso, todos os arquivos com qual trabalharei na vida (rsrs) estarão organizados numa mesma pasta, nomeados nesse formato, conforme a imagem abaixo demonstra.

Pasta de referências organizada

Além disso, comecei a reutilizar umas fichas de papel para a organização dos temas trabalhados. No título, o tema a ser trabalhado, e no corpo da folha, os nomes dos arquivos remetentes a aquele assunto. Sei que a princípio o uso de fichas de papel parece meio retrógrado, dada a grande quantidade de ferramentas digitais existentes atualmente, mas ainda não tive paciência de testar softwares para esse fim. Pretendo fazê-lo quando tiver mais tempo.

Nesse caso, é imprescindível que os arquivos estejam devidamente sinalizados nas fichas por assuntos — caso contrário, não há como recuperar de forma mais precisa os arquivos armazenados. Venho deixando os arquivos ainda não vinculados às fichas na pasta EM ANÁLISE. A pasta FICHAMENTOS trará as observações, fichamentos e resumos feitos sobre textos específicos. A ideia é organizá-los também adotando esse padrão.

No caso, na ficha de papel do assunto “Implementação de políticas públicas”, por exemplo, estarão listados os arquivos: HILL; HUPE, 2002. Implementing public policy; SEGATTO. Análise da implementação de políticas públicas – o Programa de Alfabetização na Idade Certa em dois municípios cearenses.

Sistema de fichas e pastas

Pois bem. Percebi que no fim das contas, esse modo de organização em muito se assemelha às técnicas adotadas pelas bibliotecas que faziam uso das fichas de papel. Só que nesse caso, o volume de papel era bem maior: um único item figuraria em diversas fichas — uma(s) do(s) seu(s) autor(es), outra(s) do(s) seu(s) assunto(s) e mais outra para o seu título. Como estou num recorte micro, penso que numa perspectiva mais futura terei adotado uma sistemática de trabalho mais efetiva (provavelmente já no meio digital).

Pois bem! Adoro ficar por dentro de experiências e técnicas de organização acadêmica. Caso tenha alguma dúvida, ou deseje compartilhar outros métodos, comenta aí, vai? 😛

Até a próxima!

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Como anda o TCC? https://easnovas.com.br/2015/03/11/como-anda-o-tcc/ https://easnovas.com.br/2015/03/11/como-anda-o-tcc/#respond Wed, 11 Mar 2015 00:00:00 +0000 https://easnovas.com.br/2015/03/11/como-anda-o-tcc/

Boa noite, gente!

Há quanto tempo, né!? Feliz 2015! 😀 hahaha

Esse semestre vem sendo especialmente tumultuado. O andamento do TCC, junto a outras tantas disciplinas e todas as outras atividades vem consumindo um tempão rsrs. Bom, hoje estou passando por aqui para trazer as últimas novidades sobre o TCC. Vamos lá!

Keep calm and foca no TCC

Ainda no fim do semestre passado havia conseguido finalizar o projeto de TCC, seguindo aquela estrutura que já tratei por aqui. Hoje percebo ainda mais a importância de ter um documento norteador no desenvolvimento do trabalho. Acabei passando por algumas pequenas crises de identidade quanto ao desenvolvimento da temática a ser trabalhada, e o projeto foi fundamental em me “trazer de volta ao planeta terra”, como minha orientadora falou um dia desses. Rsrs. Foi mais questão de focar de fato no seu objeto de trabalho já especificado. Penso que na medida em que vamos nos apropriando mais do tema, temos a tendência de ampliar demais o objeto de pesquisa, e num caso mais extremo, acabar por não dar conta da pesquisa.

No entanto, é natural que à medida que avancemos nas pesquisas, algumas coisinhas sejam alteradas na concepção inicial da pesquisa. No meu caso, entrou com mais força a necessidade de realizar um trabalho de campo, buscando verificar de que forma o tema analisado se aplica e se operacionaliza na prática. O objetivo é basicamente perceber de que forma acontece — não se trata assim de uma avaliação da organização a ser estudada. Nesse caso, por exemplo, o próprio título deverá ser completamente alterado — mas o que importa, né? rs

Uma outra coisa que vem ficando cada vez mais claro pra mim é a necessidade de manter bem organizados os fichamentos e leituras já realizadas desde o início do processo, bem como as citações a ser utilizadas. Coisas do tipo “Já li isso em algum lugar. Onde?” aconteceram algumas vezes. Para essa “separação”, venho utilizando um doc somente para o recorte dos conceitos e citações mais interessantes, junto aos seus respectivos autores e anos de publicação — isso deve facilitar a inserção das citações e recuperação dos conteúdos abordados.

Ah, nesse aspecto, já estou inserindo no texto definitivo (que de definitivo não tem nada) as respectivas referências de cada citação que insiro no decorrer do texto. Tenho certeza que isso facilitará e muito o arremate e normalização do trabalho.

Outra coisa que vem dando bastante certo é destinar um só caderno para as anotações e ideias sobre o TCC. Às vezes as ideias e questionamentos vêm do nada, e no caso de alguém menos organizado (eu), vem ajudando bastante manter tudo isso num único local. De tempos em tempos revejo todas as anotações, e relembro de aspectos a trabalhar.

Acho que por hoje é só. Em breve, mais coisas interessantes (ou não) por aqui 😛

Beijos e abraços!

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Um pouco de BH e do SNBU 2014 https://easnovas.com.br/2014/12/13/um-pouco-de-bh-e-do-snbu-2014/ https://easnovas.com.br/2014/12/13/um-pouco-de-bh-e-do-snbu-2014/#respond Sat, 13 Dec 2014 00:00:00 +0000 https://easnovas.com.br/2014/12/13/um-pouco-de-bh-e-do-snbu-2014/

Olá gente! E as novas?

Entre os dias 16 e 21 de novembro desse ano, a cidade de Belo Horizonte/MG recebeu o XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU), com o tema “Bibliotecas universitárias e o acesso público à informação: articulando leis, tecnologias, práticas e gestão”. O evento é uma realização do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A programação do evento contou com conferências, mesas redondas, apresentações culturais e apresentações de trabalhos nas modalidades Comunicação Oral e Pôster.

Como as temáticas são bastante variadas e a quantidade de trabalhos apresentados simultaneamente era bem grande, fui montando o meu roteiro de apresentações a prestigiar, mais voltadas para as práticas de avaliação de prestação de serviços, planejamento e gerenciamento de bibliotecas, uso das redes sociais e recursos da web 2.0, entre outras tantas.

Na modalidade pôster, apresentei um trabalho desenvolvido junto com os bibliotecários Everton Rodrigues e Elizabeth Kanzaki da Biblioteca Setorial Pe. Jaime Diniz — biblioteca especializada em música, integrante do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e localizada na Escola de Música da Universidade. O trabalho tem como título “Tratamento técnico informacional de discos sonoros: uma abordagem voltada para a análise, representação e organização de acervos musicais”, e visa tratar basicamente das adaptações e diretrizes estabelecidas pela Biblioteca na organização, catalogação e processamento técnico do seu acervo de discos sonoros — CDs e discos de vinil.

Trata-se de uma temática bem específica, que em muito se alinha ao processo de adaptação adotado pelas unidades informacionais, visando maior adaptabilidade e atendimento das demandas informacionais do público atendido — no nosso caso, discentes, docentes e pesquisadores da área de Música.

Além de toda a programação do evento, há ainda outro fator que em muito colabora na ampliação de conhecimentos: o contato com profissionais de outras regiões. Sem dúvida, esse intercâmbio de informações em muito favorece a reflexão, experimento de outras possibilidades e partilha de conhecimentos.

Ah! Não poderia concluir a postagem sem trazer algumas belezinhas de BH 😛 Lá vai:

Igreja de São Francisco, na Lagoa da PampulhaUma das apresentações artísticas do SNBUFoto tirada na Praça do PapaO Minascentro, local de realização do SNBULagoa da Pampulha e ao fundo, o Mineirão e o MineirinhoBH vista de cimaPraça do Papa

Só quando fui fazer o upload das fotos é que fui perceber que tirei poucas 🙁 rsrs

Até a próxima!

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Projeto de TCC – Algumas dicas e considerações II https://easnovas.com.br/2014/12/12/projeto-de-tcc-algumas-dicas-e-consideracoes-ii/ https://easnovas.com.br/2014/12/12/projeto-de-tcc-algumas-dicas-e-consideracoes-ii/#respond Fri, 12 Dec 2014 00:00:00 +0000 https://easnovas.com.br/2014/12/12/projeto-de-tcc-algumas-dicas-e-consideracoes-ii/

Olá, minha gente! E as novas?

Muita coisa aconteceu nos últimos meses, e o tempo ficou curto para dividir algumas coisas com vocês por aqui. Mas enfim as férias estão chegando, e com ela, uma vontade louca de produzir!

Bom, há algum tempo já havia postado algo sobre a elaboração do projeto de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). E daí que nessa semana entreguei a versão definitiva, e me dedicarei à redação do trabalho no próximo semestre. Aí pensei em trazer algumas considerações e dicas que achei interessante no decorrer do processo. Não há nenhuma invenção da roda rs. Só algumas coisinhas simples que vêm funcionando comigo. Espero que um dia ajude alguém em algum lugar deste mundo.

Foca no TCC

1. Organização das referências bibliográficas e material para consulta

Uma vez escolhido o tema para desenvolvimento da pesquisa, um dos primeiros passos foi a realização de um levantamento bibliográfico, acessando as bases de dados, periódicos científicos digitais, catálogos online de bibliotecas, etc. Percebi que a organização desse material em muito me facilitaria o acesso e recuperação das informações. Então criei um arquivo no formato doc, no qual fui listando todas as referências dos artigos que darão suporte à pesquisa. Tentei já deixar as referências no padrão da ABNT — o que facilita a inserção futura no trabalho. Então organizei uma pasta com os arquivos em pdf, nomeados apenas pelo sobrenome do autor. Funcionou bastante comigo, pois facilitou a busca dos arquivos e monitoramento do progresso, uma vez que vou sinalizando ao lado da referência o status daquele material (se lido, baixado, fichado, etc.).

2. Fichamentos

Como a pesquisa terá (pelo menos inicialmente) um cunho mais teórico, achei por bem ir destacando os conceitos de monitoramento que ia encontrando nas leituras realizadas, separando-os em um documento junto com as suas referências e alguma consideração ou comentário que tenha feito.

Então, montei um mural no escritório (foto abaixo) com os conceitos escritos em papéis separados, junto com o autor e ano da citação. Estou colando eles lado a lado, para facilitação de comparação entre eles e uma visão geral do tema. Vem funcionando bem.

Alguns livros de metodologia científica trazem uma série de tipos e modelos de fichamentos. Acho a ideia bem interessante. Facilita a recuperação das informações e registra as suas impressões sobre o material lido.

Mural com conceitos e citações

3. Caderninho para o TCC

Separei um daqueles caderninhos pequenos somente para anotações referentes ao TCC. Entram citações, referências, pesquisas a fazer, ideias que surgem, etc. Tento andar com ele sempre na bolsa. Nunca se sabe quando uma boa ideia vem. rsrsrs

4. Ler, ler e ler!

No fim das contas, a grande lição foi: Ler mais. Chega a ser óbvio, mas ainda não tinha compreendido que não se pode desenvolver temática nenhuma sem possuir bagagem necessária para tal. Mesmo para o projeto de TCC, foi essencial a realização de mais leituras, para o desenvolvimento da discussão temática e justificativa. Tinha elaborado a primeira versão com uma carga de leitura baixa, e isso se refletiu perfeitamente no texto. Daí passei a ler mais, e fui descobrindo algumas coisas bem pertinentes, que já vêm alterando o curso da produção.

Pois bem! É isso!

Estarei mais presente por aqui, prometo. Beijos e abraços!

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Um projeto de biblioteca escolar | A primeira visita técnica https://easnovas.com.br/2014/10/02/um-projeto-de-biblioteca-escolar-a-primeira-visita-tecnica/ https://easnovas.com.br/2014/10/02/um-projeto-de-biblioteca-escolar-a-primeira-visita-tecnica/#respond Thu, 02 Oct 2014 00:00:00 +0000 https://easnovas.com.br/2014/10/02/um-projeto-de-biblioteca-escolar-a-primeira-visita-tecnica/ Olá, gente! E as novas?

Se lembram daquele projeto que comentei há algumas semanas, sobre a implementação de uma biblioteca escolar modelo em uma escola pública municipal aqui da região? Pois bem. Nessa semana, realizamos a primeira visita técnica na escola escolhida para o desenvolvimento de um projeto. Trarei nesse post alguns pontos que me chamaram atenção nessa atividade. Tenho a impressão de que esse retrato se aplica a dimensões maiores do que gostaríamos.

Bom, as últimas semanas foram mais voltadas para a conversa interna da equipe na definição do objeto do projeto e do recorte a ser trabalhado. Inicialmente, pensávamos em desenvolver praticamente dois projetos distintos de bibliotecas modelo: um em uma escola da Zona Urbana do município e outro em uma escola da Zona Rural (considerando inclusive que a maior parte da população do município trabalhado é oriunda dessa faixa). Por fim, escolhemos trabalhar com a escola de Zona Rural, entendendo que o impacto de uma iniciativa dessa natureza será mais significativa nesse ambiente, ao passo que a escola em questão abrange um número considerável de alunos (cerca de 280), vindos da própria comunidade e de localidades adjacentes.

Assim, a visita possuía dois objetivos principais: sondar as demandas da escola quanto à implementação de uma biblioteca escolar (partindo inicialmente de uma análise dos depoimentos do corpo de professores e equipe de direção da escola) e mapear a estrutura física e organizacional que a escola dispõe para a implementação de uma biblioteca.

Lá chegando, verificamos que a escola dispõe de uma sala de leitura e um laboratório de informática. Percebe-se, no entanto, que o uso dos espaços encontra grandes obstáculos, devidos principalmente às deficiências no próprio corpo funcional da escola e na aquisição de materiais e mobiliário para tais espaços — no caso do laboratório de informática, faltam os computadores, por exemplo.

Na prática, tal espaço não vem sendo utilizado adequadamente de acordo com a sua finalidade — o que não significa, no entanto, que o mesmo se encontre inativo ou morto. Nele, acontecem atividades de suporte educacional — aulas de reforço e alfabetização, ensaios e preparações para atividades artísticas e culturais realizadas pelos alunos, apresentações e atividades pedagógicas com o uso de multimeios, já que o ambiente dispõe de uma televisão e um aparelho de DVD. A logística no desenvolvimento dessas atividades também chama atenção: por não possuir um funcionário específico para coordenação e organização do espaço, os próprios professores organizam as suas turmas e fazem uso dele — fator esse que, de acordo com a direção da escola, acaba por desmotivar o uso da sala.

Deve-se destacar ainda que a percepção tida pelo grupo é de que o espaço poderia ser mais atrativo ao corpo de alunos. O mobiliário disponível e mesmo a sua disposição no ambiente fazem com que o espaço se assemelhe a uma sala de aula.

Expostas as fragilidades, vamos às potencialidades! A sala de leitura se encontra bem na entrada da escola e dispõe de uma parede na área externa que pode perfeitamente ser usada para a fixação de um grande mural. Há ainda a possibilidade de realização de eventos de maior porte na escola, como feiras do livro, por exemplo — a escola possui um ambiente bastante aconchegante e dispõe ainda de um amplo espaço coberto. Além disso, ela está situada de frente a uma praça do município que dispõe de rede wi-fi — aspecto que pode ser explorado para o seu fortalecimento enquanto equipamento de promoção da cultura que atenda não somente a escola, mas a toda a comunidade.

A partir da observação direta, já temos condições de concluir algumas etapas iniciais na elaboração do projeto, tais como a caracterização do recorte e área escolhidos e clareamento mesmo na justificativa do projeto, ao passo que agora temos uma noção real das dificuldades e limitações enfrentadas na escola.

Aguardem as cenas dos próximos capítulos 😉

Um grande abraço!

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Projeto de TCC – Algumas dicas e considerações https://easnovas.com.br/2014/09/25/projeto-de-tcc-algumas-dicas-e-consideracoes/ https://easnovas.com.br/2014/09/25/projeto-de-tcc-algumas-dicas-e-consideracoes/#respond Thu, 25 Sep 2014 00:00:00 +0000 https://easnovas.com.br/2014/09/25/projeto-de-tcc-algumas-dicas-e-consideracoes/

Olá, gente! E as novas?

Bom, como já tratei por aqui, iniciei há pouco tempo o processo de elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), em Gestão de Políticas Públicas. Como tema, tratarei do Monitoramento de políticas públicas. Pois bem. Atualmente, estamos trabalhando na elaboração do projeto de TCC. Trago aqui abaixo alguns pontos que achei importantes nessa etapa.

Primeiro, é importante sinalizar que estamos trabalhando com uma estrutura específica do projeto sugerida na orientação para o TCC, na qual serão descritos os seguintes pontos: 1) Título; 2) Objetivo(s); 3) Discussão e justificativa da proposta; 4) Metodologia; 5) Cronograma e 6) Bibliografia. Marconi e Lakatos (2010, p. 199-200), por exemplo, trazem outra estrutura de projeto de pesquisa — mais esmiuçado, por sinal.

Bom, o projeto acabará por servir como instrumento de execução do trabalho, uma vez que especifica os objetivos, procedimentos metodológicos, justificativa, prazos e referências. No entanto, se faz necessário que uma pesquisa sobre o tema já tenha sido realizada previamente. No meu caso, por exemplo, só consegui estruturar mais ou menos uma linha de raciocínio após muitas leituras sobre o tema, e um levantamento bibliográfico relativamente extenso acerca do tema e áreas afins, tentando perceber as possibilidades e linhas de raciocínio possíveis.

E nessa etapa trago algumas bases de dados que foram (e serão) bastante úteis no desenvolvimento das pesquisas:

  • Portal de Periódicos Capes
  • Scielo – Scientific Electronic Library Online
  • Scopus

Pesquisa na internet

Outra dica é procurar pelos termos desejados no Google, acrescendo do termo “pdf”. Nesse caso, os principais resultados estarão disponíveis no formato pdf, remetendo, geralmente a artigos acadêmicos. No entanto, a atenção deve estar redobrada quanto à credibilidade da fonte.

Por fim, mais uma dica: consultar o bibliotecário mais próximo, para orientação ao acesso a essas bases de dados. Esse é o profissional mais indicado para esse tipo de assessoria.

E onde entraria a pergunta de partida?

Achei da maior importância o estabelecimento prévio de uma pergunta de partida para o TCC. É ela quem definirá a linha mestra do trabalho. Especificará o que tentaremos responder com a pesquisa a ser desenvolvida. Me parece, assim, que na prática ela convergirá para o objetivo geral, ou vice-versa. Por exemplo, se estabeleço como pergunta de partida: “O que é possível saber sobre saneamento básico na cidade de Mossoró/RN”, poderíamos estabelecer como objetivo do trabalho algo do tipo (de forma bem grosseira): “Realizar um levantamento acerca do serviço de saneamento básico no município de Mossoró/RN”.

Pois bem, gente! Por hoje é só. Peço desculpas pelo vácuo nas atualizações da página! Venho tendo uma rotina bem puxada. De qualquer forma, farei questão de compartilhar por aqui os passos e leituras dados na elaboração do TCC. Espero que gostem!

Abraços!

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Leitura da Vez | Bibliotecários e professores no contexto escolar (Francisca Rosaline Leite Mota) https://easnovas.com.br/2014/09/09/leitura-da-vez-bibliotecarios-e-professores-no-contexto-escolar/ https://easnovas.com.br/2014/09/09/leitura-da-vez-bibliotecarios-e-professores-no-contexto-escolar/#respond Tue, 09 Sep 2014 00:00:00 +0000 https://easnovas.com.br/2014/09/09/leitura-da-vez-bibliotecarios-e-professores-no-contexto-escolar/ MOTA, Francisca Rosaline Leite. Bibliotecários e professores no contexto escolar: uma interação possível e necessária. Disponível em: http://gebe.eci.ufmg.br/downloads/321.pdf. Acesso em 07 set. 2014.

Inicia-se o texto com algumas considerações básicas acerca da escola e da biblioteca escolar em separado. Assim, a biblioteca escolar é tratada como:

(…) ferramenta que pode ser utilizada para auxiliar no desenvolvimento do currículo escolar, permitindo o fomento à leitura e uma formação, por assim dizer, mais consolidada do indivíduo enquanto cidadão.

Considera-se que existe um hiato entre os professores e o bibliotecário escolar, e que em muitos casos o próprio acervo da biblioteca é desconhecido aos professores. Isso se daria por uma série de fatores, dentre os quais se destacam a falta de divulgação dos produtos e serviços da biblioteca por parte dos bibliotecários e a falta de interesse por parte dos docentes.

Reforça-se assim o processo de formação continuada e atualização por qual deve passar o bibliotecário, interagindo ainda com outras áreas do conhecimento.

Considera-se que a biblioteca deve contribuir com o processo ensino-aprendizagem, e que o professor deve agir também como mediador entre o aluno e a biblioteca. Reforça-se ainda que a interação contribua diretamente no maior nível de conhecimento, aprendizagem e leitura por parte dos alunos, apontando ainda a necessidade de estabelecimento de diálogo com as autoridades políticas para a construção de uma agenda voltada para a construção de um processo de ensino-aprendizagem mais efetivo.

Conclui que o bibliotecário deve possuir postura reivindicadora e consciente da importância do seu papel na unidade escolar. Em contrapartida, o professor também deve ter clara noção das possibilidades a ser alcançadas no uso da biblioteca escolar no processo de ensino. Assim, preza-se pela construção de um processo de comunicação mais ativo e efetivo entre esses atores.


Considero a leitura do texto muito válida, principalmente quando narra a realidade presente no ambiente escolar, o que incluiria certo isolamento da biblioteca escolar no processo de ensino-aprendizagem desempenhado em sala de aula. No entanto, percebo que ao menos no estado do RN, a situação ainda ganha características adicionais mais agravantes, na medida em que alguns (muitos) municípios não dispõem sequer de um bibliotecário à frente das suas bibliotecas públicas. Na realidade escolar, profissionais com essa qualificação são ainda mais raros.

Então é isso, gente! O que acham?

Até a próxima!

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Leitura da vez | Dimensões da biblioteca escolar no ensino fundamental (Neiva Helena Ely) https://easnovas.com.br/2014/09/06/leitura-da-vez-dimensoes-da-biblioteca-escolar-no-ensino-fundamental/ https://easnovas.com.br/2014/09/06/leitura-da-vez-dimensoes-da-biblioteca-escolar-no-ensino-fundamental/#respond Sat, 06 Sep 2014 00:00:00 +0000 https://easnovas.com.br/2014/09/06/leitura-da-vez-dimensoes-da-biblioteca-escolar-no-ensino-fundamental/

Olá, gente! Como estamos?

Bom, como já sinalizado por aqui, estou fazendo parte da elaboração de um projeto de uma biblioteca escolar modelo. Para idealização do projeto, é essencial que nós (do campo de Políticas Públicas) dialoguemos com o tema, buscando na literatura as premissas e conceitos básicos. Assim, inicio hoje o compartilhamento de algumas leituras na área. Serão, de modo geral, de artigos mais introdutórios.

O artigo Dimensões da biblioteca escolar no ensino fundamental vem colaborando na compreensão das múltiplas faces da biblioteca escolar, reforçando ainda a necessidade de sua inserção no processo de ensino-aprendizagem da unidade de educação na qual se insere de modo efetivo. Além disso, traz algumas orientações e sugestões práticas de atividades no Ensino Fundamental, considerando as dimensões elencadas pela autora. Segue o fichamento:


ELY, Neiva Helena. Dimensões da biblioteca escolar no ensino fundamental. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina, Florianópolis, v. 8, n. 1, p. 46-53, 2003. Disponível em: http://revista.acbsc.org.br/racb/article/view/405. Acesso em 05 set. 2014.

Enquanto integrante do ambiente escolar, a biblioteca escolar deve estabelecer um diálogo constante com o currículo, participando ativamente do respectivo processo de ensino-aprendizagem. Para tal, deve estabelecer diálogo com os outros profissionais presentes na comunidade. A autora destaca o que seriam as cinco dimensões inerentes à biblioteca escolar: social, informativa, pedagógica, recreativa e criativa, a ser brevemente descritas a seguir.

A dimensão social trata da biblioteca como espaço democrático e diverso, no qual interagem públicos de diversas camadas sociais, faixas etárias etc., além dos princípios de cidadania presentes no próprio uso do espaço — seguimento das normas estabelecidas, preservação do patrimônio etc. Já a dimensão informativa trata mais especificamente da importância na manutenção de um acervo de qualidade e atualizado, voltado para as demandas informacionais dos públicos a que se destina.

A dimensão pedagógica considera a importância da interação estabelecida entre os profissionais professor e bibliotecário, bem como ao processo de orientação dos usuários quanto ao uso da biblioteca e de materiais informacionais específicos — dicionários e outros livros de referência, por exemplo. Recomenda-se, assim, a realização de atividades diversas a serem realizadas com as turmas no espaço da biblioteca, bem como bases para o diálogo entre os serviços da biblioteca e os conteúdos vistos em sala de aula.

Considera-se ainda a dimensão recreativa, pautada pela manutenção de uma parte do acervo (aproximadamente 30%) para fins recreativos, respeitando os diversos públicos atendidos pela biblioteca. Sugere-se assim a realização de atividades, como a hora do conto, ou a hora semanal da leitura, por exemplo. Objetiva-se assim o despertar do prazer pela leitura por parte dos usuários.

Por fim, a autora elenca a dimensão criativa da biblioteca escolar, voltada para a participação ativa dos seus usuários no processo criativo, vinculado às suas atividades, por meio de atividades como cartazes, fantoches, maquetes, etc. Dessa forma, a unidade pode contribuir no descobrimento de novos talentos, estimulando ainda a capacidade criativa da comunidade escolar.

Biblioteca escolar

A administração da biblioteca escolar deve considerar conhecimentos de outras áreas, além da Biblioteconomia — Pedagogia, Psicologia, Leitura, Literatura, Filosofia, etc. Destaca-se ainda a importância de realização do marketing das atividades nela desenvolvidas. Por fim, aponta-se o bibliotecário escolar como protagonista desse processo, compreendendo assim que a busca, alcance e efetividade das dimensões elencadas certamente contribuirão de forma substancial na qualidade de vida do público atendido pela unidade.

Até a próxima, gente!

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