Como organizar e recuperar as referências bibliográficas digitais?
Como organizar e recuperar as referências bibliográficas digitais?
Hello! Como estão as coisas?
No desenvolvimento de um trabalho, acabei me deparando com um problema de cunho mais logístico e operacional na produção acadêmica rsrs. Vou explicar.
Estive desenvolvendo um trabalho de uma temática que já havia trabalhado anteriormente e, na hora de pôr de pé um referencial de cunho mais teórico, simplesmente não consegui localizar os arquivos e referências que tinha utilizado no último trabalho do gênero. :/ Percebi então que não venho organizando de forma satisfatória os arquivos de referência para a construção dos trabalhos acadêmicos, e que no fim das contas, isso gera uma grande perda de tempo na realização de novas buscas, etc.
Pois bem. Como reorganizar?
Diferente do que vinha fazendo, pensei em armazenar todos os arquivos em uma única pasta. Costumava criar uma pasta para cada novo projeto de produção e armazenar em cada uma delas os arquivos usados nas referências. Acho inclusive que muitos deles se perderam nas pastas de downloads mais antigas rsrs. Ok. Mas só isso não daria um grande STOP na bagunça, uma vez que os temas são dos mais variados.
Pensei então em uniformizar uma estrutura de nomeação dos arquivos, e criar um mecanismo em que pudesse recuperá-los pela temática de cada um. Assim, adotei a seguinte estrutura para renomeação dos artigos: “SOBRENOME, 2000. Título”. No caso, todos os arquivos com qual trabalharei na vida (rsrs) estarão organizados numa mesma pasta, nomeados nesse formato, conforme a imagem abaixo demonstra.

Além disso, comecei a reutilizar umas fichas de papel para a organização dos temas trabalhados. No título, o tema a ser trabalhado, e no corpo da folha, os nomes dos arquivos remetentes a aquele assunto. Sei que a princípio o uso de fichas de papel parece meio retrógrado, dada a grande quantidade de ferramentas digitais existentes atualmente, mas ainda não tive paciência de testar softwares para esse fim. Pretendo fazê-lo quando tiver mais tempo.
Nesse caso, é imprescindível que os arquivos estejam devidamente sinalizados nas fichas por assuntos — caso contrário, não há como recuperar de forma mais precisa os arquivos armazenados. Venho deixando os arquivos ainda não vinculados às fichas na pasta EM ANÁLISE. A pasta FICHAMENTOS trará as observações, fichamentos e resumos feitos sobre textos específicos. A ideia é organizá-los também adotando esse padrão.
No caso, na ficha de papel do assunto “Implementação de políticas públicas”, por exemplo, estarão listados os arquivos: HILL; HUPE, 2002. Implementing public policy; SEGATTO. Análise da implementação de políticas públicas – o Programa de Alfabetização na Idade Certa em dois municípios cearenses.

Pois bem. Percebi que no fim das contas, esse modo de organização em muito se assemelha às técnicas adotadas pelas bibliotecas que faziam uso das fichas de papel. Só que nesse caso, o volume de papel era bem maior: um único item figuraria em diversas fichas — uma(s) do(s) seu(s) autor(es), outra(s) do(s) seu(s) assunto(s) e mais outra para o seu título. Como estou num recorte micro, penso que numa perspectiva mais futura terei adotado uma sistemática de trabalho mais efetiva (provavelmente já no meio digital).
Pois bem! Adoro ficar por dentro de experiências e técnicas de organização acadêmica. Caso tenha alguma dúvida, ou deseje compartilhar outros métodos, comenta aí, vai? 😛
Até a próxima!