Um projeto de biblioteca escolar | A primeira visita técnica

Um projeto de biblioteca escolar | A primeira visita técnica

Olá, gente! E as novas?

Se lembram daquele projeto que comentei há algumas semanas, sobre a implementação de uma biblioteca escolar modelo em uma escola pública municipal aqui da região? Pois bem. Nessa semana, realizamos a primeira visita técnica na escola escolhida para o desenvolvimento de um projeto. Trarei nesse post alguns pontos que me chamaram atenção nessa atividade. Tenho a impressão de que esse retrato se aplica a dimensões maiores do que gostaríamos.

Bom, as últimas semanas foram mais voltadas para a conversa interna da equipe na definição do objeto do projeto e do recorte a ser trabalhado. Inicialmente, pensávamos em desenvolver praticamente dois projetos distintos de bibliotecas modelo: um em uma escola da Zona Urbana do município e outro em uma escola da Zona Rural (considerando inclusive que a maior parte da população do município trabalhado é oriunda dessa faixa). Por fim, escolhemos trabalhar com a escola de Zona Rural, entendendo que o impacto de uma iniciativa dessa natureza será mais significativa nesse ambiente, ao passo que a escola em questão abrange um número considerável de alunos (cerca de 280), vindos da própria comunidade e de localidades adjacentes.

Assim, a visita possuía dois objetivos principais: sondar as demandas da escola quanto à implementação de uma biblioteca escolar (partindo inicialmente de uma análise dos depoimentos do corpo de professores e equipe de direção da escola) e mapear a estrutura física e organizacional que a escola dispõe para a implementação de uma biblioteca.

Lá chegando, verificamos que a escola dispõe de uma sala de leitura e um laboratório de informática. Percebe-se, no entanto, que o uso dos espaços encontra grandes obstáculos, devidos principalmente às deficiências no próprio corpo funcional da escola e na aquisição de materiais e mobiliário para tais espaços — no caso do laboratório de informática, faltam os computadores, por exemplo.

Na prática, tal espaço não vem sendo utilizado adequadamente de acordo com a sua finalidade — o que não significa, no entanto, que o mesmo se encontre inativo ou morto. Nele, acontecem atividades de suporte educacional — aulas de reforço e alfabetização, ensaios e preparações para atividades artísticas e culturais realizadas pelos alunos, apresentações e atividades pedagógicas com o uso de multimeios, já que o ambiente dispõe de uma televisão e um aparelho de DVD. A logística no desenvolvimento dessas atividades também chama atenção: por não possuir um funcionário específico para coordenação e organização do espaço, os próprios professores organizam as suas turmas e fazem uso dele — fator esse que, de acordo com a direção da escola, acaba por desmotivar o uso da sala.

Deve-se destacar ainda que a percepção tida pelo grupo é de que o espaço poderia ser mais atrativo ao corpo de alunos. O mobiliário disponível e mesmo a sua disposição no ambiente fazem com que o espaço se assemelhe a uma sala de aula.

Expostas as fragilidades, vamos às potencialidades! A sala de leitura se encontra bem na entrada da escola e dispõe de uma parede na área externa que pode perfeitamente ser usada para a fixação de um grande mural. Há ainda a possibilidade de realização de eventos de maior porte na escola, como feiras do livro, por exemplo — a escola possui um ambiente bastante aconchegante e dispõe ainda de um amplo espaço coberto. Além disso, ela está situada de frente a uma praça do município que dispõe de rede wi-fi — aspecto que pode ser explorado para o seu fortalecimento enquanto equipamento de promoção da cultura que atenda não somente a escola, mas a toda a comunidade.

A partir da observação direta, já temos condições de concluir algumas etapas iniciais na elaboração do projeto, tais como a caracterização do recorte e área escolhidos e clareamento mesmo na justificativa do projeto, ao passo que agora temos uma noção real das dificuldades e limitações enfrentadas na escola.

Aguardem as cenas dos próximos capítulos 😉

Um grande abraço!

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