Leitura da Vez | Bibliotecários e professores no contexto escolar (Francisca Rosaline Leite Mota)

Leitura da Vez | Bibliotecários e professores no contexto escolar (Francisca Rosaline Leite Mota)

MOTA, Francisca Rosaline Leite. Bibliotecários e professores no contexto escolar: uma interação possível e necessária. Disponível em: http://gebe.eci.ufmg.br/downloads/321.pdf. Acesso em 07 set. 2014.

Inicia-se o texto com algumas considerações básicas acerca da escola e da biblioteca escolar em separado. Assim, a biblioteca escolar é tratada como:

(…) ferramenta que pode ser utilizada para auxiliar no desenvolvimento do currículo escolar, permitindo o fomento à leitura e uma formação, por assim dizer, mais consolidada do indivíduo enquanto cidadão.

Considera-se que existe um hiato entre os professores e o bibliotecário escolar, e que em muitos casos o próprio acervo da biblioteca é desconhecido aos professores. Isso se daria por uma série de fatores, dentre os quais se destacam a falta de divulgação dos produtos e serviços da biblioteca por parte dos bibliotecários e a falta de interesse por parte dos docentes.

Reforça-se assim o processo de formação continuada e atualização por qual deve passar o bibliotecário, interagindo ainda com outras áreas do conhecimento.

Considera-se que a biblioteca deve contribuir com o processo ensino-aprendizagem, e que o professor deve agir também como mediador entre o aluno e a biblioteca. Reforça-se ainda que a interação contribua diretamente no maior nível de conhecimento, aprendizagem e leitura por parte dos alunos, apontando ainda a necessidade de estabelecimento de diálogo com as autoridades políticas para a construção de uma agenda voltada para a construção de um processo de ensino-aprendizagem mais efetivo.

Conclui que o bibliotecário deve possuir postura reivindicadora e consciente da importância do seu papel na unidade escolar. Em contrapartida, o professor também deve ter clara noção das possibilidades a ser alcançadas no uso da biblioteca escolar no processo de ensino. Assim, preza-se pela construção de um processo de comunicação mais ativo e efetivo entre esses atores.


Considero a leitura do texto muito válida, principalmente quando narra a realidade presente no ambiente escolar, o que incluiria certo isolamento da biblioteca escolar no processo de ensino-aprendizagem desempenhado em sala de aula. No entanto, percebo que ao menos no estado do RN, a situação ainda ganha características adicionais mais agravantes, na medida em que alguns (muitos) municípios não dispõem sequer de um bibliotecário à frente das suas bibliotecas públicas. Na realidade escolar, profissionais com essa qualificação são ainda mais raros.

Então é isso, gente! O que acham?

Até a próxima!

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